quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

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Segredo.


Qual é o teu segredo!? Podes revela-lo finalmente?! Olha pra mim… Estou a teus pés! Queres que os lave com as minhas lágrimas, ou queres que os suje com o pó que levantas-te na minha alma!? Diz-me! Por favor… Estou vergado perante ti! Queres vénias?! Diz-me! O que queres que eu faça para me mostrares o teu segredo? Qual o teu segredo para me envolveres em tantas sensações? Diz-me porque fizes-te de mim Rei de emoções. Sou escravo de ti. Dá-me mais, não pares! Mas diz-me… Qual o teu segredo!?
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Saudade.


A saudade não perdoa, é a melhor amiga do tempo e tão intensa quanto a mágoa. É inversamente proporcional à dor no entanto. Esta não me deita abaixo, não me deixa triste, não me faz cair na amargura. A saudade incentiva-me a lutar, a procurar e faz com que deseje cada vez mais atingir aquilo que quero; ou queremos? A saudade prova-me que não estou enganado, prova-me que isto não é uma ilusão, prova-me que não foi passageiro. É um contra senso, mas se me dessem algo em troca, eu não tinha dúvidas, só a trocava por ti!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

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Sonhar.


Sonhos? Quem é que nunca sonhou?
Um sonho não se constrói, não se cria, não se inventa. Um sonho desconstrói-se. Um sonho deixa de ser sonho quando o tentas tornar realidade. Um sonho é perfeito, a realidade não. Jamais vou voltar tentar realizar os meus sonhos, eles são inatingíveis, perfeitos, por isso é que se chamam sonhos. Sempre que tentares realizar um sonho, lembra-te que a realidade o vai engolir, interesseira e despreocupada com o que isso possa ou não causar. Vais desiludir-te. Vais ter medo de sonhar. Vive com um sonho, luta com um sonho, mas jamais tentes realizar esse sonho! Não tires um sonho do seu devido lugar.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

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Isso és tu.

Não sei explicar a amizade, provavelmente porque não existem palavras para descrever o que é a amizade. Acredito que o amor não tem escala, ou se ama ou não se ama, não há “amo-te muito”, nem “amo-te pouco”. Ama-se e ponto. Há palavras capazes de destruir tudo, umas porque são mal empregues, outras porque têm segundas intenções, outras porque são falsas e há aquelas que são tão fortes que podem estragar o castelo construído por cima de uma base mais forte que tudo o resto simplesmente porque iludem. Eu acredito nisso. O costume é dizer “amo-te” ao namorado/da, porque o amor foi banalizado, hoje as pessoas conjugam o carinho, o companheirismo, a amizade, o afecto e a cumplicidade no verbo amar, e amar é isso tudo, mas amar não tem que ser beijar, não tem que ser consumar o que se sente em actos, isso é um complemento. Não podemos amar os amigos? Aqueles amigos que não querem nada de nós senão o nosso bem? Aqueles amigos que independentemente do que faças não estão à espera de nada vindo de ti, mas estão lá, quando tu precisas e quando tu não precisas? Não podemos sentir o mesmo carinho, o mesmo afecto, a mesma harmonia, a mesma cumplicidade, o mesmo amor por aquela pessoa que não estando do nosso lado 24horas por dia está dentro de nós a qualquer hora e momento? Eu acho que sim. Eu acho que a amizade não existe sem amor, não acho que uma verdadeira amizade exista sem existir um grande amor por trás dela. Não o sentimos, ele está disfarçado por aquela distância normal entre duas pessoas que são apenas amigas, que não têm relação carnal alguma, mas que não conseguem passar muito tempo uma sem a outra. É por isso que sentimos a necessidade de falar com essa pessoa, a necessidade de acreditar nessa pessoa, a necessidade de estar com essa pessoa, e acima de tudo porque sorrimos por causa dessa pessoa. Isso é amor. Isso é amizade. Isso és tu.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

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Paz de espirito


Paz de espírito. É tão bom quando nos sentimos de consciência tranquila, quando acordamos e temos a certeza absoluta que o dia que passou não foi em vão, e sentimos a coragem suficiente para encarar o novo dia como se fosse o ultimo. É tão bom quando sentimos que apesar de sozinhos temos à nossa volta tanta gente que nos admira e que nos quer bem, e que não precisamos de ilusões para realmente sermos felizes. Acordar e deitar com a sensação de que somos nós mesmos a toda a hora e momento e que para isso não atropelamos os sentimentos de ninguém, não nos enganamos a nós mesmo, e fizemos o melhor que podíamos fazer quando assim foi preciso. A inveja corrói, isto porque eu nunca serei como “tu”, nem nunca “tu” serás como eu. Por mais que se tente. Mas, vou preocupar-me porquê? Corrói a quem o é, não a mim. Desaprendi a olha para mim, porque acreditei que haveria alguém melhor do que eu. Alguém que era absolutamente perfeito nas suas imperfeições, alguém incapaz de errar, alguém incapaz de iludir. Durante esse tempo desacreditei na mentira, e ao mesmo tempo alimentei uma ilusão: a de que existe alguém melhor do que eu. É como uma história de amor, é preciso ter para quando não se tiver saber como é, e o que custa ou não custa. Tinha saudade de perceber os meus limites, utilizar os meus dons e libertar o meu talento e a minha maneira de ser. Soltei as mordaças que me violentavam a alma, e que não me deixavam ouvir que acima de tudo estou eu, abaixo estão todos os outros, a não ser que, eu, e só eu escolha ter alguém ao meu lado. Nunca quis ligar aos sinais que me diziam que acima de mim não há ninguém, até me darem um chuto na cabeça e eu perceber que afinal alguém quis estar acima de mim. Percebi que eu fiz esse caminho, e que se houvesse maneira de o destruir tinha que ser eu a faze-lo. É tão bom ter a certeza de que tudo aquilo que penso poucas vezes está errado, e ainda melhor é saber de que tudo o que penso é real e verdadeiro enquanto o que pensam de mim não passa de futilidades. Não é bom saber que as palavras têm uma duração exacta? Saber que há um “para sempre” e um “juro-te” a cada nova etapa, e que só podemos ter a certeza de que isso existe apenas no espaço de tempo em que começam e acabam de se dizer? Eu hoje sei, e sou feliz. Não tenham medo. Na vida só caímos nos buracos em que pusemos o pé sem pensar. Sorrir é tão bom, e não façam sorrir a quem não for capaz de devolver esse sorriso com o mesmo empenho com que vocês libertaram o vosso.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

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11 de Dezembro.

Hoje é dia 11, um dia 11 com potencial para ser igual a tantos outros dias 11. Acordei tarde, o meu corpo não quis que as aulas fizessem parte do meu dia. A costeleta que comi tinha o mesmo sabor das batatas fritas, do arroz e da alface, um sabor que não foi igual ao dos outros dias 11. Daqui a nada provavelmente vou para o ginásio, os 20m de bicicleta seguidos de trabalho de força não vão ser certamente um adversário tão à altura como o peso que tenho as costas. São três horas em que se calhar o mundo morre para mim, mas ninguém repara, porque tenho dito ao mundo que morri para ele. O ranger dos meus joelhos são possivelmente o único som que faço durante esse período, o meu corpo é provavelmente o único sitio para onde olho com a cara virada para cima, e uma voz que vem de não sei onde a dizer 'não pares, só já faltam 2 repetições' é a única coisa que oiço. É um treino de isolamento, tão altura do estado depressivo que transmite a solidão! Talvez se essa voz desaparecer, então também a musculação deixa de fazer sentido para mim. Eu acredito todos os dias de que pelas 15.30h vou recuperar desta lesão e de que um dia vou poder fazer sem dor o que todos fazem com um sorriso na cara. E as 17.30h em todos os outros dias 11 eu tinha vontade de contar como me sentia depois daquilo, como estava a progredir a minha lesão e como estava a evoluir o meu corpo. Hoje é dia 11 e não há quem queira ouvir como me senti depois do esforço, ninguém está preocupado como ficaram os meus joelhos depois da sessão, ninguém está disposto a olhar e a dizer que evoluí. Mas, será assim tão diferente o período em que treino sozinho, ao restante tempo do dia 11 em que não recebi uma única resposta para se queriam ir dar uma volta, se á noite queriam dar um giro, em que não recebi uma única mensagem de um amigo a perguntar se estava tudo bem. E ainda ninguém sabe porque hoje é dia 11 porque ninguém tem o hábito de me perguntar como está a minha vida. Os assuntos não têm fundamento, fala-se por se falar. O que oiço não encaixa e oiço porque ao contrário dos outros não lhes tapo os ouvidos nunca. E o horizonte, hoje dia 11, é igual ao horizonte que não me transmite nada a não ser pensamentos lógicos de orientação. Não estou triste por isso, nem me queixo por isso, a única coisa que me enfraquece é hoje ser dia 11, e pensar que amanhã provavelmente será dia 12 (...). Nunca procurei também chegar-me a muita gente, inserir-me num grupo ou numa comunidade, nunca tive grande interesse em ser louco e andar à roda com a mesma frequência que a vida dá voltas. Eu construí o meu caminho praticamente sozinho. Eu lutei e consegui que entendessem a minha revolta, os meus complexos e o meu objectivo de vida. Eu poucas vezes incomodei alguém para que me ajudassem a mim, e quando o fiz, agradeci. Agora não me chamem de amigos. Não cometam esse erro porque vocês não são meus amigos cada vez que trocam por fumo, bebida, ou uma grande fezada. Vocês estão a divertir-se, parabéns, fico feliz por vocês... Não me mandem sms a perguntar se arranjo 'um conto' antes de me perguntarem se preciso de alguma coisa, se está tudo bem. Não me convidem para ir aqui e ali quando cada vez que passam do outro lado da rua não são capazes de atravessar 3m para me virem cumprimentar. Chamem-me maluco por ser mais expressivo do que vocês, eu chamo-vos invejosos por só se preocuparem com o vosso umbigo. Chamem-me anormal por cada vez que eu vos vir do outro lado da rua e der um grito para marcar presença, eu chamo-vos comuns por desviarem o olhar e disfarçarem que não sabem quem sou. Tenham vergonha de mim quando andam a meu lado na rua e eu me porto de forma exuberante, eu tenho orgulho de vocês por ainda serem capazes de andar comigo... Mas isto não é para falar disso, é para falar do dia 11. Sei o que vou fazer, ainda não sei como o vou acabar... Tenho treino, não que me apeteça ir, mas tenho uma função, assumi um compromisso e não gosto de deixar uma tarefa a meio. As vozes, os sons, os gestos não são capazes de me dar a concentração que preciso, nem são capazes de me lembrar que ali dentro o objectivo é outro... O mundo lá fora não entra ali, mas... ensinem-me a fazer isso. Não tenho quoficiente emocional para esconder o que sinto... Estou nervoso e choro, estou com medo e rio, estou chateado e fico calado, estou revoltado e aí nem sei o que faço. Dia 11, chorei, ri-me, ainda não disse uma palavra. 'Filho o que é que se passa?'. - Nada mãe, está tudo bem, não te preocupes... 'Munó porque é que estás triste?'. - Eu não estou triste nézinha, está tudo bem... E no fundo até está, só não está bem ser dia 11. Só não está bem o meu telemóvel não tocar à dois dias. Só não está bem ter que desabafar aqui por não haver ninguém com disponibilidade para me ouvir. Só não está bem não haver carinho e atenção de alguém... O treino vai acabar. Balneário, barulho, vozes, assuntos que nada dizem a ninguém mas que todos comentam como se fossem experts, atitudes que ninguém entende, mas que no fundo todos percebemos. 'Estás amuado paneleiro. Que se passa?'. - Agora nada. Obrigado por me teres respondido à mensagem. 'Dói-te os joelhos?'. - Não. Está tudo bem. Já pensei fazer ligadura funcional noutras partes do corpo, será que é esse o segredo para que reparem que nem tudo está bem? A água cai-me na cabeça, num banho que não traz prazer, e que é tão demorado quanto a velocidade a que a água cai quase despercebida no meu corpo. Não há porque ter pressa, não tens ninguém à tua espera. Ninguém está a precisar de ti. Orienta-te, é dia 11, cerca das 22h e estás sozinho. Em casa está a minha mãe ja na cama a dormir, a sonhar no dia em que acaba mais uma viajem do meu pai que já dura à mais de um mês, e a minha irmã com um sono tão carregado que só tem termo às nove da manhã do dia seguinte. A comida está fria, mas não me apetece aquece-la e logo como qualquer coisa, mas... não tenho o que fazer, tenho tempo e o melhor é mesmo comer. Assim faço, agora que terminei a ideia de que é dia 11 carrega ainda mais. Nem vale a pena ir ao pc, no msn ninguém me espera e não tenho novidades para dar a ninguém. Redes sociais, não estou com clima. Mas preciso de falar, se calhar o blogger pode ouvir-me, vou lá contar-lhe o que me vai na alma... Não me apetece ir ao hhr improvisar com manos que conheci on-line, não estou com alma para sacar nada e a minha máquina fotográfica só capta expressões negativas e hoje o olhares não faz parte da minha rotina. Abro o browser, 'o blogger está aqui :D já não vou ficar sozinho'. Falo coisas durante 30minutos que depois apago para escrever apenas uma ou duas linhas. 'Desculpa ter estado a chatear-te para nada' penso eu estupidamente pensando que uma aplicação na web se importa ou se sente o que digo. Não estou louco, a madrugada já domina lá fora à algumas horas, vou dormir na esperança de que quando pousar a cabeça na almofada o meu telemóvel faço um barulhinho... Não recebi nenhuma sms, estou sem bateria, não o tenho usado mas ficou ligado durante três dias. Amanhã de manhã tenho treino... Os miúdos saltam-me para cima, a vida deles não tem dias 11, nem 12, nem 13... tem dias, e todos os dias são dias em que a única preocupação deles é saber que asneira podem fazer, ou em que charco de lama podem saltar só pelo gozo de chatear. Mas eles abraçam-me, pede-me ajuda e ouvem o que eu lhes digo. De forma tão inocente são os únicos, e com apenas 6, 7 anos que me dizem que das 10h às 12h é apenas um dia como tantos outros. O mal é quando dá-mos o grito, e a minha cabeça acorda para mais um dia 12.
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(meu) amor.


"aquele alguém certo, aquele ser humano complementar a nós, que não só desfrutará da nossa companhia, como acrescentará a nós significado, partilhando muito de si e também exigindo muito de nós."