sexta-feira, 2 de abril de 2010

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Viver a vida nunca é demais

Não vou escrever mais textos a perguntar o ‘porquê’ de tudo o que me acontece nem vou mais escrever textos em que procure descobrir o segredo que está por detrás de todas as passagens que tive/tenho/terei na minha vida. Descobri a maior resposta da forma mais simples possível e resume-se basicamente a deixar que os dias aconteçam e se sucedam sem que lhes tentar mudar o rumo ou sem que tente vivê-lo por antecipação. Guardar os pequenos e inesperados momentos que a vida nos dá superioriza-se à ambição de querer planear ‘dias perfeitos’. Quando deixei de pensar à frente no tempo, de perceber o rumo ou de tentar entender porque é que as coisas não aconteciam como queria é que apareceu a única resposta capaz de solucionar várias dúvidas ao mesmo tempo. Deixei a vida desenrolar à sua velocidade natural e é incrível como a própria vida me enrolou num ciclo de verdadeira apoteose. Redescobri a amizade, o amor próprio, a ambição, a vontade de vencer, o carinho e o amor em todos os pormenores que os que me rodeiam conseguem transmitir. A vida é agora mais vida, e eu sou agora mais vivo. Descobri o limite da diversão e da extroversão, conheci a dor no seu estado mais puro, fiz amigos e inimigos, cometi excessos e fui inibido, corri riscos e fui cauteloso, já fui triste e hoje na plenitude da felicidade solto um grito do interior que me diz que viver a vida nunca é demais.

sábado, 27 de março de 2010

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Querem...

Querem repudiar-me, difamar-me e tentam desabar o Mundo inteiro nas minhas costas. Tudo por eu ser assim, dizer nos olhos que não gosto, a quem não gosta de mim...

sábado, 20 de março de 2010

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Birras


É enquanto caminho por caminhos que desconheço onde vão dar que percebo quão fútil e vazia pode ser a palavra «amizade». Se eu conseguisse ao menos entender o que vos leva a ser assim talvez conseguisse aceitar que hoje haja oitenta e amanhã só já haja oito. Há dias maus, todos temos direito a eles, mas convosco sinto que se calhar tenho direito a ter dias bons também. Façam-se Homens, e enfrentem os vossos problemas, falando na cara, olhando-me nos olhos, não é difícil, acreditem. Não temos quinze anos e parece-me que se calhar não vos conheço assim á tantos anos, e o que conheço se calhar não é aquilo que são realmente. Eu hoje tenho para vós exactamente o mesmo do que terei amanhã, não façam birras porque a vida é pequena demais para desperdiçarmos bons momentos com aqueles que gostamos.

quarta-feira, 17 de março de 2010

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Esse mar...


Consigo ouvir-te claramente nesse teu vai e vem constante entre o vazio e o completo. Não entendo porque não vens de vês e ficas aqui, mas tenho medo do contrário, e mesmo assim não entendo porque não vais de vez e desapareces com esse teu barulho. Não és capaz de entender a falta que fazes nem os danos que provocas por seres tão ausente, e essa tua inocente incapacidade provoca o caos em todo o lado, em todos aqueles que tentam navegar sobre ti. Porque és tão rude com os marinheiros que tentam dia a dia criar um princípio de vida tendo-te a ti como base? Como podes ser mais frio que as ondas que por entre ti se formam, e ser ainda mais cruel que a tua natural competência nos traz?! Diz-me se há barco capaz de resistir às marés que tu provocas, e se há porto seguro capaz de abrigar os que fogem de ti. Procuro exaustivamente a fórmula que me deixe criar a prancha perfeita para que todos possamos navegar sobre ti sem que para isso corramos o risco de nos afogarmos em tamanha turbulência. Tenho medo do que provocas, do que destróis e admiro, embora despreze, a força com que consegues arrastar qualquer um. És mentiroso, e a tua aparência gratuita e disponível a qualquer um destrói esta praia que em tempos remotos era repleta de gente sorridente que olhava sempre da mesma forma confiante e simpática todos os que por ela passavam. Destruís-te casas, destruís-te pessoas, destruís-te um Mundo e continuas entre marés altas e marés baixas a arrastar aqueles que fraquejam perante ti…És um MAR de MENTIRA pelo qual nunca irei navegar.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

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Caminho.


Dia a dia confronto-me com uma nuvem de sensações da qual não consigo sair imune. Em qualquer momento, em qualquer gesto, na mais pequena fracção de segundo, estou exposto a toda uma diversidade de sensações e emoções às quais não consigo fugir. Tenho dezoito anos de vida e considero-me mais velho se olhar para tudo aquilo que já vivi e para tudo aquilo que vivo, embora, por vezes, me sinta ao mesmo tempo um miúdo ingénuo por acreditar no «para sempre» ao qual não me propus. Há muitos factores que podem explicar isso e que certamente poderiam fazer todo o sentido, mas não para mim. As coisas más pelas que passei foram as que mais me valorizaram como pessoa porque fizeram de mim um ser autónomo, corajoso e frio quando o tiver que ser. As coisas boas só vieram para confirmar o que realmente sou e aquilo que posso realmente fazer. A minha extroversão pode não ter uma explicação aceitável, o meu espírito livre pode não ser bem entendido, e a minha maneira de pensar pode estar bem distante da mentalidade à qual as pessoas se entregam naturalmente, mas continuo acreditar que sou o melhor e a prometer a mim mesmo que não vou mudar por ninguém. As sensações que me atravessam o espírito dia após dia, têm dia após dia um impacto diferente e dia após dia esse impacto experimenta em mim uma nova capacidade de reagir e/ou confrontar isso. Isso é energia que me movimenta, que me motiva, que me faz correr atrás de um momento que não sendo perfeito acabe por me ficar na memória como sendo. Isso dá-me o conhecimento para que saiba distinguir o querer do sentir. As palavras banalizaram-se para mim, sou total descrente daquilo que me dizem e só acredito numa palavra se vier seguida de um acto, de uma confirmação plausível que faça com que um eco entoe no meu ouvido quando terminado esse momento. Afinal, a nossa vida é feita de recortes, de momentos que passamos aqui e ali e que nos fazem sentar numa roda louca a interrogar pela milésima vez os loucos ali sentados “lembras-te quando…?”. Eu lembro-me quando achava que sabia o que era a esperança, e hoje que sei o que é a esperança percebi que quando me diziam que “a esperança é a ultima a morrer” isso não era aplicável a todas as passagens menos boas que tivesse. É contraditório ter que cair para aprender andar, e eu acho contraditório ter chorado para me aprender a rir, mas se depois de cair aprendi andar até ao fim da minha vida, não saberei sorrir até ao fim dos meus dias depois de experimentar o que era chorar? Hoje também sei que não depende só de mim, embora seja eu o ser mais capaz à face da Terra de me fazer feliz, e de me levar de novo à luta. Lembro-me de não procurar os meus amigos o que directamente fazia com que não procurasse a felicidade que eles são capazes de me transmitir. Somos peças de puzzle e a nossa função neste Mundo é procurar um tabuleiro onde possamos encaixar em conjunto com outras tantas peças, e também só depende de nós decidir o tamanho do puzzle. A vida é uma imensidão de certezas, pode acabar a qualquer instante, e o meu papel é divertir-me, ser feliz, procurar o máximo de sensações que me transmitam paz de espírito, prazer, alegria e confiança sem nunca passar por cima de alguém para atingir isso. Hoje eu sei, nunca entregar-me ao máximo a ninguém, e nunca dar menos que o máximo por mim. Não vou apertar o cinto, isto não é a meta, é o caminho!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

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Friends, will be friends.


Havia um lema “De costas viradas para o Mundo e orgulhosamente só”. Sempre lhe fui fiel, nunca acreditei no poder do companheirismo, nunca acreditei nas verdadeiras amizades nem muito menos acreditei que alguém que não eu pudesse ajudar-me. Eu mudei muito é verdade, percebi que o facto de ser revoltado não me dava o direito de me revoltar com aqueles que me rodeavam e que se calhar só me queriam bem. Continuo com muita dificuldade em confiar em alguém, em estender a minha mão alguém para pedir ajuda, e continuo a tentar descobrir quem são realmente as pessoas. Raramente falo deles, também não tenho muitos, mas os que tenho merecem que me lembre deles. Nunca fui de os procurar, e tive sorte porque eles foram aparecendo, e continuam a aparecer. Hoje o lema não faz muito sentido, embora as vezes prefira estar sozinho do que estar com alguém a confortar-me. Descobri que os amigos existem, e embora não o sintamos sempre, vamos sentir quem são os verdadeiros amigos quando estivermos na merda. Eu tive bem enterrado na merda, e tive muita a gente a ir-me lá dentro buscar. Há aqueles que são de sempre, aqueles que conheço e que me conhecem como se fossemos nós mesmos, e há aqueles que não são de sempre mas se estão a por em condições de o ser para sempre. Não é preciso muito, eles sabem. Não são as palavras bonitas, são as sinceras. Não são as prendas, são os actos. Não é a presença, é a companhia. Hoje sei que há quem o consiga fazer, sei que há pessoas capazes de me entender, e que eu não sou aqueles bichos-de-sete-cabeças que sempre quiseram pintar. Diferente, mas o que importa? Sou capaz. Um obrigado é muito banal, um pedido de desculpa também. Mas a vocês que sabem perfeitamente quem são eu estou aqui, não é sempre, mas é sempre que precisarem.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

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Pornografia infantil.


Não sei sequer como tocar no assunto, mas hoje apetece-me escrever sobre isto. É talvez o acto mais macabro, mais horrendo, mais nojento, mais repugnante, e que mais me revolta. A pornografia infantil já não é tabu, já não se esconde por detrás de uma cortina de ética, uma cortina que durante anos a fio escondeu dos olhos de muita gente gestos e actos por mim condenáveis com a pena de morte mais horrenda que possam imaginar. É estranho resolver um crime com um crime, eu sei que é, mas eu fazia com as minhas próprias mãos se acontecesse em minha casa, se acontecesse a uma das minhas irmãs, a uma das minhas primas/os. Rio-me quando nas notícias dizem que um homem violou ou maltratou uma criança. Um homem!? Não, a sério, sinto-me mal quando o dizem. Comparam cada um de nós homens, a cada um desses animais desenfreados. São doentes, não são pessoas normais, não são equilibrados, pois então têm que ir para o lugar que é deles, hospícios, pois ninguém tem culpa de que eles assim sejam. Há desculpas para tudo, até para os actos mais nojentos e macabros que o homem possa inventar. Eu não encontro justificação, nem no cérebro do homem mais doente do mundo para um acto deste. Crianças, meninas ou meninos totalmente indefesos, totalmente inocentes, e que vêem o seu futuro e a sua integridade física condenados por um momento de pura insanidade de um qualquer animal que sem quês nem porquês as violam. Até nisso Portugal é a merda do país que é. Há leis para tudo, regras para tudo, querem impingir condutas sociais a torto e a direito nas escolas, e nos locais próprios, onde se deve fazer justiça não há justiça, não há leis, não há condutas. Há resmas de artigos, de blá blá blá que são refutáveis por qualquer advogado mais capaz. 25 anos de prisão!? O que é isso? Será que as pobres criancinhas só vão sofrer durante 25 anos?! Será que as estúpidas multas que são atribuídas há vitima têm valor suficiente para apagar todas as memórias e todos os traumas que daí advêm? Pois eu quase dava a vida como a resposta era não. Essas pessoas deviam morrer lentamente, dia a dia, num quarto longe de tudo e de todos. Apenas com água e comida, havia de sentir o que roubaram a uma criança inocente. Mas não, as leis servem para serem decoradas pelos candidatos a advogados ou juízes na faculdade, e morrem no exacto momento em que é aberta a sessão, passando aí a haver as leis que um qualquer senhor doutor juiz quiser adoptar. Cada caso é um caso, e em muitos casos 25 é um numero que tanto se pede, e tão pouco se dá. A esses ladrões de sonhos, assassinos de futuros, e hipotecadores de felicidade, eu juntava um a um e havia de os ver morrer um a um, dia após dia, com o rosto mais sofrido do que o anterior que caiu. Havia de sorrir na cara deles, havia de ser considerado animal. Havia de ser condenado o dobro de anos do que qualquer um deles teria sido, mas havia de ir para a cama descansado sabendo que as crianças podiam sair à rua tranquilas, pois que nada lhes aconteceria.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

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Segredo.


Qual é o teu segredo!? Podes revela-lo finalmente?! Olha pra mim… Estou a teus pés! Queres que os lave com as minhas lágrimas, ou queres que os suje com o pó que levantas-te na minha alma!? Diz-me! Por favor… Estou vergado perante ti! Queres vénias?! Diz-me! O que queres que eu faça para me mostrares o teu segredo? Qual o teu segredo para me envolveres em tantas sensações? Diz-me porque fizes-te de mim Rei de emoções. Sou escravo de ti. Dá-me mais, não pares! Mas diz-me… Qual o teu segredo!?
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Saudade.


A saudade não perdoa, é a melhor amiga do tempo e tão intensa quanto a mágoa. É inversamente proporcional à dor no entanto. Esta não me deita abaixo, não me deixa triste, não me faz cair na amargura. A saudade incentiva-me a lutar, a procurar e faz com que deseje cada vez mais atingir aquilo que quero; ou queremos? A saudade prova-me que não estou enganado, prova-me que isto não é uma ilusão, prova-me que não foi passageiro. É um contra senso, mas se me dessem algo em troca, eu não tinha dúvidas, só a trocava por ti!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

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Sonhar.


Sonhos? Quem é que nunca sonhou?
Um sonho não se constrói, não se cria, não se inventa. Um sonho desconstrói-se. Um sonho deixa de ser sonho quando o tentas tornar realidade. Um sonho é perfeito, a realidade não. Jamais vou voltar tentar realizar os meus sonhos, eles são inatingíveis, perfeitos, por isso é que se chamam sonhos. Sempre que tentares realizar um sonho, lembra-te que a realidade o vai engolir, interesseira e despreocupada com o que isso possa ou não causar. Vais desiludir-te. Vais ter medo de sonhar. Vive com um sonho, luta com um sonho, mas jamais tentes realizar esse sonho! Não tires um sonho do seu devido lugar.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

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Isso és tu.

Não sei explicar a amizade, provavelmente porque não existem palavras para descrever o que é a amizade. Acredito que o amor não tem escala, ou se ama ou não se ama, não há “amo-te muito”, nem “amo-te pouco”. Ama-se e ponto. Há palavras capazes de destruir tudo, umas porque são mal empregues, outras porque têm segundas intenções, outras porque são falsas e há aquelas que são tão fortes que podem estragar o castelo construído por cima de uma base mais forte que tudo o resto simplesmente porque iludem. Eu acredito nisso. O costume é dizer “amo-te” ao namorado/da, porque o amor foi banalizado, hoje as pessoas conjugam o carinho, o companheirismo, a amizade, o afecto e a cumplicidade no verbo amar, e amar é isso tudo, mas amar não tem que ser beijar, não tem que ser consumar o que se sente em actos, isso é um complemento. Não podemos amar os amigos? Aqueles amigos que não querem nada de nós senão o nosso bem? Aqueles amigos que independentemente do que faças não estão à espera de nada vindo de ti, mas estão lá, quando tu precisas e quando tu não precisas? Não podemos sentir o mesmo carinho, o mesmo afecto, a mesma harmonia, a mesma cumplicidade, o mesmo amor por aquela pessoa que não estando do nosso lado 24horas por dia está dentro de nós a qualquer hora e momento? Eu acho que sim. Eu acho que a amizade não existe sem amor, não acho que uma verdadeira amizade exista sem existir um grande amor por trás dela. Não o sentimos, ele está disfarçado por aquela distância normal entre duas pessoas que são apenas amigas, que não têm relação carnal alguma, mas que não conseguem passar muito tempo uma sem a outra. É por isso que sentimos a necessidade de falar com essa pessoa, a necessidade de acreditar nessa pessoa, a necessidade de estar com essa pessoa, e acima de tudo porque sorrimos por causa dessa pessoa. Isso é amor. Isso é amizade. Isso és tu.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

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Paz de espirito


Paz de espírito. É tão bom quando nos sentimos de consciência tranquila, quando acordamos e temos a certeza absoluta que o dia que passou não foi em vão, e sentimos a coragem suficiente para encarar o novo dia como se fosse o ultimo. É tão bom quando sentimos que apesar de sozinhos temos à nossa volta tanta gente que nos admira e que nos quer bem, e que não precisamos de ilusões para realmente sermos felizes. Acordar e deitar com a sensação de que somos nós mesmos a toda a hora e momento e que para isso não atropelamos os sentimentos de ninguém, não nos enganamos a nós mesmo, e fizemos o melhor que podíamos fazer quando assim foi preciso. A inveja corrói, isto porque eu nunca serei como “tu”, nem nunca “tu” serás como eu. Por mais que se tente. Mas, vou preocupar-me porquê? Corrói a quem o é, não a mim. Desaprendi a olha para mim, porque acreditei que haveria alguém melhor do que eu. Alguém que era absolutamente perfeito nas suas imperfeições, alguém incapaz de errar, alguém incapaz de iludir. Durante esse tempo desacreditei na mentira, e ao mesmo tempo alimentei uma ilusão: a de que existe alguém melhor do que eu. É como uma história de amor, é preciso ter para quando não se tiver saber como é, e o que custa ou não custa. Tinha saudade de perceber os meus limites, utilizar os meus dons e libertar o meu talento e a minha maneira de ser. Soltei as mordaças que me violentavam a alma, e que não me deixavam ouvir que acima de tudo estou eu, abaixo estão todos os outros, a não ser que, eu, e só eu escolha ter alguém ao meu lado. Nunca quis ligar aos sinais que me diziam que acima de mim não há ninguém, até me darem um chuto na cabeça e eu perceber que afinal alguém quis estar acima de mim. Percebi que eu fiz esse caminho, e que se houvesse maneira de o destruir tinha que ser eu a faze-lo. É tão bom ter a certeza de que tudo aquilo que penso poucas vezes está errado, e ainda melhor é saber de que tudo o que penso é real e verdadeiro enquanto o que pensam de mim não passa de futilidades. Não é bom saber que as palavras têm uma duração exacta? Saber que há um “para sempre” e um “juro-te” a cada nova etapa, e que só podemos ter a certeza de que isso existe apenas no espaço de tempo em que começam e acabam de se dizer? Eu hoje sei, e sou feliz. Não tenham medo. Na vida só caímos nos buracos em que pusemos o pé sem pensar. Sorrir é tão bom, e não façam sorrir a quem não for capaz de devolver esse sorriso com o mesmo empenho com que vocês libertaram o vosso.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

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11 de Dezembro.

Hoje é dia 11, um dia 11 com potencial para ser igual a tantos outros dias 11. Acordei tarde, o meu corpo não quis que as aulas fizessem parte do meu dia. A costeleta que comi tinha o mesmo sabor das batatas fritas, do arroz e da alface, um sabor que não foi igual ao dos outros dias 11. Daqui a nada provavelmente vou para o ginásio, os 20m de bicicleta seguidos de trabalho de força não vão ser certamente um adversário tão à altura como o peso que tenho as costas. São três horas em que se calhar o mundo morre para mim, mas ninguém repara, porque tenho dito ao mundo que morri para ele. O ranger dos meus joelhos são possivelmente o único som que faço durante esse período, o meu corpo é provavelmente o único sitio para onde olho com a cara virada para cima, e uma voz que vem de não sei onde a dizer 'não pares, só já faltam 2 repetições' é a única coisa que oiço. É um treino de isolamento, tão altura do estado depressivo que transmite a solidão! Talvez se essa voz desaparecer, então também a musculação deixa de fazer sentido para mim. Eu acredito todos os dias de que pelas 15.30h vou recuperar desta lesão e de que um dia vou poder fazer sem dor o que todos fazem com um sorriso na cara. E as 17.30h em todos os outros dias 11 eu tinha vontade de contar como me sentia depois daquilo, como estava a progredir a minha lesão e como estava a evoluir o meu corpo. Hoje é dia 11 e não há quem queira ouvir como me senti depois do esforço, ninguém está preocupado como ficaram os meus joelhos depois da sessão, ninguém está disposto a olhar e a dizer que evoluí. Mas, será assim tão diferente o período em que treino sozinho, ao restante tempo do dia 11 em que não recebi uma única resposta para se queriam ir dar uma volta, se á noite queriam dar um giro, em que não recebi uma única mensagem de um amigo a perguntar se estava tudo bem. E ainda ninguém sabe porque hoje é dia 11 porque ninguém tem o hábito de me perguntar como está a minha vida. Os assuntos não têm fundamento, fala-se por se falar. O que oiço não encaixa e oiço porque ao contrário dos outros não lhes tapo os ouvidos nunca. E o horizonte, hoje dia 11, é igual ao horizonte que não me transmite nada a não ser pensamentos lógicos de orientação. Não estou triste por isso, nem me queixo por isso, a única coisa que me enfraquece é hoje ser dia 11, e pensar que amanhã provavelmente será dia 12 (...). Nunca procurei também chegar-me a muita gente, inserir-me num grupo ou numa comunidade, nunca tive grande interesse em ser louco e andar à roda com a mesma frequência que a vida dá voltas. Eu construí o meu caminho praticamente sozinho. Eu lutei e consegui que entendessem a minha revolta, os meus complexos e o meu objectivo de vida. Eu poucas vezes incomodei alguém para que me ajudassem a mim, e quando o fiz, agradeci. Agora não me chamem de amigos. Não cometam esse erro porque vocês não são meus amigos cada vez que trocam por fumo, bebida, ou uma grande fezada. Vocês estão a divertir-se, parabéns, fico feliz por vocês... Não me mandem sms a perguntar se arranjo 'um conto' antes de me perguntarem se preciso de alguma coisa, se está tudo bem. Não me convidem para ir aqui e ali quando cada vez que passam do outro lado da rua não são capazes de atravessar 3m para me virem cumprimentar. Chamem-me maluco por ser mais expressivo do que vocês, eu chamo-vos invejosos por só se preocuparem com o vosso umbigo. Chamem-me anormal por cada vez que eu vos vir do outro lado da rua e der um grito para marcar presença, eu chamo-vos comuns por desviarem o olhar e disfarçarem que não sabem quem sou. Tenham vergonha de mim quando andam a meu lado na rua e eu me porto de forma exuberante, eu tenho orgulho de vocês por ainda serem capazes de andar comigo... Mas isto não é para falar disso, é para falar do dia 11. Sei o que vou fazer, ainda não sei como o vou acabar... Tenho treino, não que me apeteça ir, mas tenho uma função, assumi um compromisso e não gosto de deixar uma tarefa a meio. As vozes, os sons, os gestos não são capazes de me dar a concentração que preciso, nem são capazes de me lembrar que ali dentro o objectivo é outro... O mundo lá fora não entra ali, mas... ensinem-me a fazer isso. Não tenho quoficiente emocional para esconder o que sinto... Estou nervoso e choro, estou com medo e rio, estou chateado e fico calado, estou revoltado e aí nem sei o que faço. Dia 11, chorei, ri-me, ainda não disse uma palavra. 'Filho o que é que se passa?'. - Nada mãe, está tudo bem, não te preocupes... 'Munó porque é que estás triste?'. - Eu não estou triste nézinha, está tudo bem... E no fundo até está, só não está bem ser dia 11. Só não está bem o meu telemóvel não tocar à dois dias. Só não está bem ter que desabafar aqui por não haver ninguém com disponibilidade para me ouvir. Só não está bem não haver carinho e atenção de alguém... O treino vai acabar. Balneário, barulho, vozes, assuntos que nada dizem a ninguém mas que todos comentam como se fossem experts, atitudes que ninguém entende, mas que no fundo todos percebemos. 'Estás amuado paneleiro. Que se passa?'. - Agora nada. Obrigado por me teres respondido à mensagem. 'Dói-te os joelhos?'. - Não. Está tudo bem. Já pensei fazer ligadura funcional noutras partes do corpo, será que é esse o segredo para que reparem que nem tudo está bem? A água cai-me na cabeça, num banho que não traz prazer, e que é tão demorado quanto a velocidade a que a água cai quase despercebida no meu corpo. Não há porque ter pressa, não tens ninguém à tua espera. Ninguém está a precisar de ti. Orienta-te, é dia 11, cerca das 22h e estás sozinho. Em casa está a minha mãe ja na cama a dormir, a sonhar no dia em que acaba mais uma viajem do meu pai que já dura à mais de um mês, e a minha irmã com um sono tão carregado que só tem termo às nove da manhã do dia seguinte. A comida está fria, mas não me apetece aquece-la e logo como qualquer coisa, mas... não tenho o que fazer, tenho tempo e o melhor é mesmo comer. Assim faço, agora que terminei a ideia de que é dia 11 carrega ainda mais. Nem vale a pena ir ao pc, no msn ninguém me espera e não tenho novidades para dar a ninguém. Redes sociais, não estou com clima. Mas preciso de falar, se calhar o blogger pode ouvir-me, vou lá contar-lhe o que me vai na alma... Não me apetece ir ao hhr improvisar com manos que conheci on-line, não estou com alma para sacar nada e a minha máquina fotográfica só capta expressões negativas e hoje o olhares não faz parte da minha rotina. Abro o browser, 'o blogger está aqui :D já não vou ficar sozinho'. Falo coisas durante 30minutos que depois apago para escrever apenas uma ou duas linhas. 'Desculpa ter estado a chatear-te para nada' penso eu estupidamente pensando que uma aplicação na web se importa ou se sente o que digo. Não estou louco, a madrugada já domina lá fora à algumas horas, vou dormir na esperança de que quando pousar a cabeça na almofada o meu telemóvel faço um barulhinho... Não recebi nenhuma sms, estou sem bateria, não o tenho usado mas ficou ligado durante três dias. Amanhã de manhã tenho treino... Os miúdos saltam-me para cima, a vida deles não tem dias 11, nem 12, nem 13... tem dias, e todos os dias são dias em que a única preocupação deles é saber que asneira podem fazer, ou em que charco de lama podem saltar só pelo gozo de chatear. Mas eles abraçam-me, pede-me ajuda e ouvem o que eu lhes digo. De forma tão inocente são os únicos, e com apenas 6, 7 anos que me dizem que das 10h às 12h é apenas um dia como tantos outros. O mal é quando dá-mos o grito, e a minha cabeça acorda para mais um dia 12.
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(meu) amor.


"aquele alguém certo, aquele ser humano complementar a nós, que não só desfrutará da nossa companhia, como acrescentará a nós significado, partilhando muito de si e também exigindo muito de nós."

domingo, 8 de novembro de 2009

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T E T R I S - Start

Tetris será provavelmente o jogo universalmente mais conhecido. Consiste em encaixar peças de várias formas umas nas outras, de maneira a preencher os espaços vazios, ganhando com isso pontos ou bónus que permitem subir de nível. T E T R I S, é por isso uma metáfora da minha visão sobre a vida... Temos várias peças - o amor, o dinheiro, a saúde, o trabalho, ... - e temos um plano - o dia a dia - no qual temos que encaixar e conjugar as várias peças. Se o fizermos da melhor forma ganhamos pontos, ou bónus, que é como quem diz: respeito, notoriedade, etc... que nos farão subir de nível, esclarecendo: ascensão na carreira, promoções no trabalho e tudo aquilo que todos desejamos embora que cada um o deseje à sua maneira. Por isso neste nível vou escrever sobre o que bem me apetecer, com ou sem lógica, para mim terá que ter a necessária para ponderar postar sobre o mais determinado assunto.

START!